Posts by Carlo Barbieri

Dinheiro para desenvolver projetos e empresas nos EUA

Dinheiro para desenvolver projetos e empresas nos EUA

Os Estados Unidos, é sem dúvida, o país do mundo que mais tem seu desenvolvimento empresarial feito de forma alavancada.

O nível de endividamento das empresas, aqui supera os demais países, particularmente se compararmos com o Brasil

Os principais fatores são o custo do dinheiro, a facilidade do crédito, o espirito empreendedor americano, a estrutura jurídica, o apoio ao início dos trabalhos da empresa e o compromisso com o sucesso.

O custo do dinheiro é relativamente baixo porque o país adota o principio do crédito positivo e paga menos que tem bom histórico ou mais garantias.

Credito para pessoas físicas:

Lembremos que todo mundo tem acesso ao crédito, agora o custo varia em função do histórico e das garantias.

Vejamos o financiamento de carros. Os juros podem varias de 1,5% a 27% ao ano. Tudo depende dos fatores mencionados.

E porquê? Pela estrutura jurídica do país que permite ao credor ter a recuperação do bem ou garantia de forma rápida, valendo a pena para o emprestador tomar um risco maior.

Credito para empresas:

Nos empréstimos para a criação ou desenvolvimento empresarial, há uma fartura enorme de oportunidades.

Para as empresas que vem de fora e que não tem histórico nos EUA, o mais usual e que tem sido muito utilizado é a transferência de crédito feito por carta “stand by”. Há anos temos utilizado este mecanismo, para empresas brasileiras, que barateia o custo da operação e não tira o giro da empresa no Brasil. A vantagem adicional é que, se estruturada adequadamente, só tem custo pelo valor efetivamente utilizado.

No mercado local, depende muito do objetivo do empréstimo, do tempo de existência da empresa, das garantias da empresa ou de seu proprietário.

O SBA tem dado garantia federal de até 85% dos empréstimos para empresas dependendo do projeto de aplicação, o que baixa o custo do empréstimo e não onera o credito do proprietário ou da empresa em si.

EB-5:

A legislação do EB-5, que autoriza um investidos estrangeiro a obter o green card , se investir (até o momento) $500,000 e gerar 10 empregos, tem sido muito usado para capitalizar empresas, particularmente se demanda capital de longo prazo.

Muitas vezes, com o EB-5 direto, além de fazer o investimento em seu próprio negócio, ainda ganha de “bride” a residência nos USA.

Sucesso X Perdedores

O que move este país, entre outros fatores importantes é a determinação de vencer dos americanos em geral e busca do sucesso.

Um xingamento forte e ofensivo é chamar alguém de perdedor (loser) ou seja, o desafio é sempre seguir tentando até atingir o algo.

O vencedor é um herói aos olhos dos outros. O rico é festejado.

Quem fracassa uma vez, é estimulado a tentar de novo, não apagando o passado, mas pagando pelo passado e seguindo adiante.

Neste país, dinheiro só não tem para o inepto, mal assessorado ou pilantra.

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Eleicões Americanas e a Economia

Na semana passada, conversando com um experiente advogado americano perguntei: O que das eleições americanas. A sua resposta dá bem o tom da visão de uma boa parte da população do país: nada, amanha (dia das eleições) tenho que levantar, trabalhar e pagar minhas contas.

O que vimos nas últimas eleições mostrou que algo está mudando nesta situação.

Um consultor de verdade, entende que, para dar um conselho e fazer um plano para a empresa, além de um atualizado conhecimento de gestão, necessita conhecer e entender macroeconomia e para isto tem que ter uma análise acurada da política local e internacional.

Até uma pequena pastelaria depende disso.

Vamos fazer algumas considerações sobre estas eleições recentes e suas consequências:

O Presidente Trump afirma que ganhou, pois manteve o Senado e não houve a esperada “onda azul” que estava sendo esperada.

Com o controle do Senado vai seguir com a nomeação de juízes federais conservadores, mas, após 8 anos de nomeações de juízes liberais pelo presidente Obama, ainda faltariam 6 de Trump para equilibrar as contas. Fora isto, pouco poderá fazer o Presidente para manter sua agenda.

Os Democratas tomando a Camara de Representantes, já preparam mais de 80 ações de investigação sobre o presidente e sua administração, que deverá ocupar toda a pauta do Congresso, sobrando pouco para as ações legislativas, em si. Lembremo-nos de que o orçamente passa por lá!!!

Espera-se, em consequência, mais um pugilato no legislativo do que algo realmente interessante em termos de leis que modificar ou interessar a população. Neste sentido, se não houver uma mudança no quadro democrata, ele estão, de fato, ajudando na reeleição do Trump em detrimento do interesse dos americanos.

Com a eleição de democratas mais afastados do centro, teremos um distanciamento dos votos dos independentes e democratas mais conservadores.
Desta forma teremos um partido republicano desfigurado que será “Trumpista” e um partido Democrata esquerdista, que se afasta de suas bases de centro.

Por outro lado, este enfrentamento diminuirá o poder de negociação dos acordos internacionais do presidente, paralisando ou pelo menos diminuindo o ritmo da agenda de um EUA forte e exportador.

Em termos de crescimento interno, não deverá haver um soluço grande pois a diminuição dos impostos e a consequência atração de novos capitais externos, além da repatriação das grandes corporações americanas, manterão o crescimento e o emprego.

Potencialmente, a diminuição dos impostos para a classe média deverá ser o sustentáculo maior do crescimento e peca fundamental nas eleições de 2020.

A maior preocupação esta no ciclo normal de correção do crescimento que ocorre em média a cada 7 anos e que esperava fosse ocorrer no máximo em 2019, mas com os fatos novos no que diz respeito aos impostos, desburocratização e perspectivas do mercado externo, esta correção está adiada “sine die”

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INDUSTRIA FORTE É INDUSTRIA GLOBAL

A indústria brasileira foi sendo apequenada e limitada ao longo das últimas décadas seja pelos juros altos, pela cascata tributária ou pela legislação trabalhista.

No que diz respeito a entrada no mercado mundial nos últimos 16 anos, se agregou à proposital derrubada do dólar para desmotivar as exportações, seja para atender a sandice do presidente enjaulado que, em uma de suas estultices, dizia: “o que exportamos vai faltar às famílias brasileiras”, seja pelo decantado “custo Brasil”.

Se considerarmos a exportação global, que atinge $22.990 trilhões e a brasileira de $217 bilhões, ou seja 0,8% da total, é modesta demais para sermos educados.

Com isto, a indústria passou a viver e a sobreviver de isenções e protecionismo.

Com o raiar de uma nova visão do futuro superministério da economia, a indústria tem que se fortalecer, sendo competitiva, eficaz e dinâmica.

O PIB do Brasil de $2.056 trilhões, se comparado com o mundial de $80.684 trilhões, bem mostra a pequenez do mercado interno frente ao que temos disponível no mundo, apenas 2,54%.

Vemos países como a Alemanha, em que mais de 40% de seu PIB advém das exportações.

Agora será inexorável. Ou a indústria volta a buscar o mercado mundial, se globalizando, aumentando sua competitividade ou estará fadada a um ocaso triste e talvez imerecido.

Precisa saber como, onde e de que maneira fará sua internacionalização de forma urgente, mas bem planejada e estruturada.

Precisa usar seu conhecimento, sagacidade e agudeza de raciocínio para planejar e implementar um programa de crescimento, expansão, com aumento de sua atuação a nível mundial.

Vários setores de atividades, como o siderúrgico, sucos, armamento, alimentos, entre outros, foram localizar não apenas sua base exportadora, como, muitas vezes, sua base industrial e até mesmo sua matriz nos EUA, para se utilizar da nova formatação tributária (atualmente a melhor do mundo livre).

Se levarmos em conta que o PIB atual dos EUA ($20.660 trilhões) é cerca de 10 vezes o do Brasil, com um crescimento médio de mais de 3% ao ano, vemos aí onde devemos ancorar nossas esperanças.

Com os novos acordos comerciais dos EUA, seguramente as empresas estabelecidas no país terão ainda melhores condições de crescimento.

Se internacionalizar é a solução, os EUA são o seu destino!

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Atualização do PROGRAMA EB-5 prevista para NOV-2018

Comunicado de Regra Final esperado para Novembro 2018

 

O escritório de Gestão e Orçamento do governo dos EUA publicou a sua Agenda Unificada de Ações Regulatórias e de Desregulamentação, que contém agendas atualizadas de dois regulamentos EB-5 já propostos e aviso prévio de um terceiro.
A regulação da maior preocupação é a RIN: 1615-AC07, “Modernização do programa de Investidor Imigrante EB-5”. Este regulamento moveu-se agora para fase final e é esperada a sua publicação em Novembro 2018, tornando-se eficaz logo depois disso. Significado da regra final da modernização do programa

Se feita “final” em novembro, a regra proposta poderia entrar em efeito no fim de 2018. As petições apresentadas antes da data efetiva da regra final deverão qualificar-se na política vigente (500,000 USD de investimento mínimo), mas uma vez que a regra final entrar em vigor, as petições estarão sujeitas a quaisquer alterações no programa EB-5. Alterações antecipadas do programa feitas pela regra final.

 

As mudanças exatas no Programa EB-5 feitas por esta regra não serão sabidas até que sua versão final esteja publicada, mas a regra, como redigida hoje, propõe as seguintes mudanças preliminares:

(1) um aumento do limite mínimo de investimento: de $1,000,000 para $1,800,000 para investimentos em áreas “comuns” e de $500,000 a $1,350,000 para investimentos em áreas rurais ou de baixo emprego (TEAs)

(2) uma mudança na autoridade de designação das áreas TEA: os Estados individuais deixam de ser responsáveis, passando para o Departamento de Segurança Interna

(3) uma definição refinada de “TEA” para incluir áreas estatísticas metropolitanas, municípios, cidades, setores censitários únicos e grupos limitados de setores censitários que apresentem altas taxas de desemprego.

(4) em determinadas circunstâncias, a permissão para os investidores com as petições I-526 aprovadas para manter as suas datas prioritárias ao enviar novas petições I-526.

(5) a capacidade de cônjuges e filhos de peticionários de enviarem petições I-829, mesmo que não são mencionados na petição original do investidor.

 

AÇÕES A TOMAR AGORA

PARA DONOS DE PROJETOS: agora o momento de montar a documentação do projeto, de obter o apoio de um regional do centro, e enviar as petições pendentes antes que tais mudanças potenciais entrem em efeito.

PARA OS INVESTIDORES: Uma vez que o requisito mínimo de capital deve aumentar substancialmente, agora é o momento para os investidores a fazer os seus investimentos.

Em nenhum lugar a regra proposta sugere que a política será retroativa, o que significa que se os investidores são capazes de enviar suas petições antes da política proposta está em vigor, o montante de investimento elegível será de $500,000 para investimentos em TEAs e $1,000,000 caso contrário.

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Desenvolvimento empresarial nos EUA

Os EUA em gral e a Florida, em particular tem sido ao longo das últimas décadas e mais especificamente nos últimos anos e destino ideal para qualquer empreendedor que queria ter sucesso em sua internacionalização e globalização.

 

Mas, não é um esconderijo adequado para abrigar empresas e empreendedores que se houveram mal no seu país de origem.

 

Seguramente, não é do interesse do país e do estado que venha para cá caloteiros, devedores do fisco ou incompetentes.

 

Uma mentira, ou mesmo a omissão de informações pode causar inclusive a perda de residência e deportação.

 

Voltando aos empresários de bem, os EUA em geral têm cerca de 2.000 diferentes formas de apoio, incentivos e vantagens para a empresa que para cá se dirigem.

 

Em geral, as empresas que são “objeto do desejo” (Target industries) do estado da Florida, tem incentivos já determinado e mais fácil de serem conhecidos e obtidos.

 

Veja quadro abaixo destas áreas de interesse:

 

http://www.enterpriseflorida.com/wp-content/uploads/SI_Targeted_Industries.pdf

 

Nada, porém, são favas contadas ou obtenção garantida. Um detalhado estudo precede a obtenção destas benesses.

 

Entre os benefícios mais utilizados temos:

 

Reembolso de Impostos sobre o lucro, vendas, “ad valorem”, variação do intangível de propriedade pessoais, prêmios de seguro, e algumas outras taxas.;

 

Empresas que contenham em seu projeto dedicar uma parte substancial de sua produção a exportação tem ainda mais oportunidades de obter incentivos

 

As atividades rurais também têm uma soma interessante de incentivos.

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Fatores que entusiasmam investidores brasileiros

Valor do dólar: A baixa considerável no valor do dólar, que caiu de cerca de R$4,20 para quase R$3,70 . Segundo os analistas estas taxas são o menor patamar possível e, com a eleição do líder das pesquisas Jair Bolsonaro, esta cotação pode subir, levando em conta que:

 A eleição de Bolsonaro é um sentimento e não uma votação de um líder ou um programa. A sensação de absoluta impunidade dos corruptos, da responsabilidade do PT na desfiguração moral do Brasil levaram a este sentimento exasperado de urgência na mudança para o bem do país.

 Com a vitória, a aliança silenciosa entre pessoas de pensamentos divergentes dentro do quadro de apoio a Bolsonaro, vão buscar fazer suas ideias prevalecerem e poderão surgir atritos públicos. As divergências entre liberalismo econômico, estatais para “segurança”, entre a forca política dos sindicatos de funcionários públicos e a necessidade das reformas previdenciárias, subsídios e tantos outros itens devem levar a um embate interessante, mas com consequências da confiança do investidor que, somados aos outros motivos podem trazer uma valorização do dólar.

 Perspectiva de aumento do valor mínimo de aplicação: Mesmo que esperemos que o aumento do valor mínimo dos investimentos para “green card” no programa EB_5 para subir dos atuais $500,000 para algo em torno de $1 milhão, não ocorra em 12 de Dezembro, como está anunciado, o risco existe.

 Ainda, neste ponto das mudanças possíveis, teremos as alterações dos locais com o valor mínimo, que poderá fazer com que não tenhamos mais projetos de grande valor como os atuais, localizados nos grande Estados como Nova York, Flórida ou Califórnia

 Brasil atingir o limite de vistos por ano – Black Log: O Brasil deve fazer mais de 400 vistos de investidor este ano. Como cada país pode ter no máximo 7,2% do total dos vistos, como, para contagem dos vistos do Brasil, teremos pelo menos 3 por investidor, já teríamos as cotas de 2 anos, praticamente usadas.

 Por esta razão, provavelmente, os brasileiros estarão ficando na mesma situação da China e Vietnam assim como a Índia encarando um tempo de espera maior. Estes três, entre outros, estão agilizando a busca de bons projetos com uma grande urgência.

 Decisão importante

 Entendo que, com cerca de 800 Centros Regionais e dezenas de projetos oferecidos, não está sendo uma decisão fácil. É importante uma decisão consciente, pois além do valor financeiro, é uma decisão que afeta o futuro de toda a família.

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Empresas brasileiras vão para os Estados Unidos.

Por que empresas brasileiras estão indo para os Estados Unidos.

O Brasil sempre foi um grande mercado e qualquer empresa aqui leva anos para poder ocupar este mercado, se acomodando em relação à qualquer expansão internacional.
Entretanto o Brasil vem enfrentando uma crise de grandes proporções e com perspectivas de longa duração, o que inibe muito o crescimento das empresas no país. E é um país que já se mostrou que sempre terá crises duradouras, pelo seu sistema político, que se mostra bastante resistente a qualquer tipo de mudança mais significativa.
Por outro lado, as marcas brasileiras não tem praticamente nenhuma força internacional, mesmo para as empresas de médio e grande porte, porque o Brasil não é visto de forma geral como um exportador de marcas, e sim de matérias primas e ou de produtos para outras marcas.
Empresas que aqui são ícones nos seus setores, não tem nenhuma expressão internacional. Podemos elencar diversas marcas fortes aqui que provam isto, como O Boticário, Natura, Habib’s, Bob’s, Kopenhagen, entre outras.
No mercado internacional, pelo contrário, ou a marca nasce num mercado muito menor, como algum país europeu e logo vai para outros países, ou nasce em economias muito abertas e agressivas internacionalmente, como a americana.
As empresas chinesas ou indianas tem o mesmo problema que as empresas brasileiras. Nascem em mercados grandes, economias fechadas, e tem muita dificuldade em se expandir para outros países.
Os Estados Unidos, além de serem um grande mercado, são uma das economias mais abertas do mundo, facilitando a entrada de qualquer empresa.
Esse é o principal motivo por que empresas brasileiras estão indo para os Estados Unidos. Pela facilidade de entrada, principalmente para quem entra pela Flórida, depois pela força deste mercado, que permite ganhos de escala quatro vezes superior ao Brasil, e também pela exposição mundial da marca, pois como é uma economia muita aberta, se torna uma vitrine mundial para qualquer marca. E é isto principalmente que as empresas brasileiras não têm esta visibilidade internacional.
Os Estados Unidos são um atalho para qualquer empresa que queira conquistar o mundo e isto tem um valor inestimável.
São um mercado muito competitivo, entretanto, exigindo muito esforço e qualidade para competir com marcas do mundo inteiro que chegam naquele país. Mas isto muitas empresas brasileiras tem!
O mercado americano é também uma escola de negócios. As empresas vão aprender a serem mais competitivas, mais produtivas, mais eficientes. É uma das economias mais eficientes do mundo.
No Brasil, as empresas se acomodam. Estão acostumadas a repassar suas ineficiências nos preços, e nosso consumidor acostumado a pagar caro, pois não tem muitas opções.
Nos Estados Unidos não, quem é ineficiente não sobrevive. Tem muitas gente competindo com qualidade e com preços supercompetitivos.
Existem outras razões que levam as empresas a irem para os Estados Unidos. Muitos empresários estão olhando para o lado pessoal também!
No fundo por motivos diferentes, nunca se viu uma leva tão grande de brasileiros, principalmente empresários, querendo viver nos Estados Unidos.
São diversas as razões, mas as principais que podemos elencar são as seguintes:

  1. Falta de perspectiva para o Brasil para os próximos anos
  2. Falta de segurança pessoal
  3. Decepção total com o país e com os políticos
  4. Oferecer futuro melhor para seus filhos

No fundo juntam dois fatores muito fortes. Perspectiva financeira e qualidade de vida, muito melhores do que no Brasil. Aí a noção de pátria muda! Pátria hoje em dia é o país que te dá qualidade de vida e perspectiva para seus filhos. Por isto levas de refugiados invadem a Europa. Levas de mexicanos invadem os Estados Unidos. Se continuar assim, não duvido que uma leva de brasileiros invadirá os Estados Unidos.

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Investimentos nos EUA: Riscos e oportunidades

Desenvolvendo negócios para nossos clientes e dando consultoria nos EUA há quase 30 anos, ao ler o livro do brilhante advogado Dr. Nereu Domingues, me dei conta que, por mais que nos preocupemos com as oportunidades aqui na terra do Tio San, muitos dos potenciais investidores não consultaram seus advogados e contadores no Brasil sobre as consequências tributárias e mesmo penais de suas investidas no exterior.

Um dos casos citados pelo Dr. Nereu em seu livro, “Crônicas da Lei de Repatriação”, que chamou nossa atenção são os investimentos em imóveis, feitos pela pessoa física.

Claro que a atenção com relação a herança e outros aspectos importantes nos EUA são destacados, normalmente.

Mas, a tributação no Brasil dos alugueis recebidos nos EUA, SEM poderem ser compensados os valores pagos no empréstimos imobiliários, o recolhimento do “carne leão”, a caracterização do investimento como sendo em real ou dólar, e tantos outros pontos importantes, não têm sido levado em conta quando o corretor faz a venda ao seu cliente, em geral, quero crer, por desconhecimento da legislação pertinente.

Um outro ponto importante é que o investidor tem que levar em conta é que a legislação brasileira é tão ou mais rígida e abrangente do que a americana, no que diz respeito a universalidade das receitas, ou seja, as receitas obtidas em qualquer parte do globo, sejam estas receitas enviadas de volta ao Brasil, ou não.

Destaque-se que, o cidadão ou cidadã, que seja residente fiscal no Brasil, pode e, em geral, paga uma alíquota de 27,5%

O ganho de capital também está sujeito a pagamento dos imposto de seu lucro no Brasil para os brasileiros ou mesmo apenas residentes fiscais no Brasil.

Embora absurdo, se o investimento for feito a partir de reais enviados ao exterior, se realizados em depósitos remunerados, também serão devidos os impostos no Brasil quando de seu resgate e, em casos a serem detalhados, até mesmo sobre a variação cambial quando os valores forem reenviados ao Brasil.

Há soluções? Enfaticamente digo que sim.

Mas, cabe ao investidos ver com seu advogado no Brasil todos esses detalhes antes de investir nos EUA.

Para não alongar, cabe-nos instar aos nossos clientes e amigos que busquem seu advogado antes de fazerem investimentos fora.

Seguramente existem boas e excelentes oportunidades de negócio nos EUA se feitos com planejamento adequado aqui e, principalmente, no Brasil

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EUA: Base ideal para internacionalização de empresas

Todos os empreendedores tem uma clara visão da necessidade de terem seus negócios e sua própria família com segurança, que advém de se internacionalizarem. Do ponto de vista econômico, os EUA tem se tornado o desejo e destino de empresas da maior parte do mundo, por sua segurança jurídica, a forca de sua moeda e a estabilidade de suas instituições: ou seja, a base ideal para internacionalização.

Recentemente, esta possibilidade transformou em um desejo irrefreável e lógico.

Os EUA têm demostrado forca internacional, e voltou a ser um baluarte internacional ao defenestrar o ISIS do Iraque e trazer a Coreia do Norte a ter que se desnuclearizar para sobreviver.

O atual governo, do ponto de vista econômico, tem implementado uma profunda desregulamentação, para agilizar a economia e tirar custos desnecessários e retardadores do progresso.

Com a confiança do mercado, valorizou a poupança do americano e nos que investem nos EUA. Mais de $7 trilhões foram acrescidos ao valor das inversões nas bolsas de valores.

A taxa de crescimento tem sido o dobro da obtida, em média, nos últimos 8 anos.

Com a reforma tributária, os EUA estão atraindo milhares de matrizes de suas empresas de volta para o país, e muitos outros empreendedores estão visualizando a possibilidade de instalarem suas bases de operações mundiais a partir dos EUA.

Estas duas razoes:

  • Impostos baixos para as empresas (caíram de 35% para 21%);
  • Mudança do conceito, em que passa a taxação americana ser territorial e não mundial para as empresas que operam em outros países, o que faz com que, na prática, em especial nos países com tratados tributários, os lucros obtidos em outros países não são taxados ao serem trazidos para os EUA,

A transferência das sedes está sendo galopante.

Isto trará mais recursos a serem investidos nos EUA e estimularão, ainda mais a economia.

Por outro lado, a insegurança pessoal, jurídica e institucional e a precária capacidade de recuperarão econômica está fazendo com que, mesmo mantendo sua atuação no Brasil, as empresas estejam se organizando para se internacionalizar e os EUA passam a ser o seu destino principal.

O maior mercado do mundo tende a se fortalecer em bases reais a curto e médio prazo, com incorporação de novos e mais fortes consumidores. Nunca antes nos EUA, afro descendentes atingiram o ganho real de salários como no último ano.

O nível de desemprego caiu para 3,8% a nível nacional, aumentando a confiança dos consumidores e levando-os mais as compras de produtos e serviços.

O nível de “food stamp”, o bolsa família americano atingiu seu mais baixo nível em décadas.

E, se sair a segurança das fronteiras, teremos a regularização de milhões de indocumentados que criará uma nova onda de crescimento econômico e de sustentação dos programas assistenciais do governo.

Os EUA é um dos países mais incentivadores do empreendedorismo. A empresa é aberta por internet, não há leis trabalhistas, pelo menos na Flórida, não há impostos nas pessoas jurídicas, a não ser nas corporações, na Flórida não tem imposto de renda na pessoa física, existem várias formas de incentivo neste estado, assim como em outros.

Como vemos, pensar em internacionalização é uma questão de segurança no futuro da empresa. Pensar em EUA neste processo é a melhor opção.

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EB-5 – Risco ou Solução?

Participando da preparação de projetos EB-5, há cerca de 15 anos, tendo já sido parte em mais de 400 projetos juntamente com fantásticos parceiros nos EUA, vejo a “moda” EB-5 chegar ao Brasil, com um misto de temor e alegria.

Até há uma década atrás, tínhamos menos de 15 centros regionais e projetos insuficientes para usar toda a disponibilidade de vistos disponíveis.

Hoje, temos mais de 700 Centros Regionais e mais de 1.000 projetos em andamento.

Há projetos fantásticos disponíveis e outros, digamos nem tanto.

Como diferenciar o “bom projeto” do “projeto de risco?”

Seguramente esta é a parte mais importante para o investidor.

Não são os folhetos maravilhosos nem a promessa de saídas estratégicas mágicas que devem nortear a decisão. Menos ainda as ofertas de gordos dividendos oferecidos.

Verifique a segurança do projeto.

O importante é verificar fatos que dão segurança ao projeto, como:

  • Os dirigentes do projeto têm experiência no ramo do negócio?
  • A empresa tem um histórico passado que dê segurança quanto ao futuro?
  • O que está sendo afirmado e prometido guarda relação com a realidade?
  • Qual o espaço de crescimento para o ramo de atividade do empreendimento?
  • Quais os riscos deste produto ou serviço?
  • Quais as perspectivas de longo prazo para o projeto?

Com estes dados em mãos e respostas adequadas, irão assim transmitir segurança para o investimento que deverá ser, em princípio uma boa alternativa.

Prazos

Há muita falácia no mercado com relação ao prazo de obtenção do green card, a partir da aplicação do EB-5.

Alguns ofertantes de má fé, ou ignorantes do tema, fazem promessas irrealistas, com o momento presente.

Em primeiro lugar há que ver o país de origem do investidor.

Se for chinês, é provável que ele terá que aguentar uma espera mínima de 12 anos e meio, para receber a autorização de imigração.

Se for vietnamita, algo em torno de 5 anos.

Se for brasileiro, no momento presente, algo em torno de 28 meses.

Porém a cada dia que passa, este prazo pode aumentar, a não ser que haja uma ampliação nas cotas ou uma contratação de mais pessoal para a análise dos processos.

O risco está, para quem demorar muita em optar, do Brasil chegar no limite, como aconteceu com a China e recentemente com o Vietnam e muito em breve com a Índia, e aí, a demora ser bem mais longa.

Para uma imigração definitiva para os EUA, onde a mudança além de demandar um planejamento familiar adequado, tem que ser antecedido de um bom planejamento tributário, para evitar que o sonho se transforme em pesadelo, não é um tempo excessivo.

O EB-5, sem dúvida é o melhor e mais sofisticado visto e, se bem feito e escolhido, o mais seguro para poder ter uma residência nos EUA

 

 

 

 

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